Músicas com nome de mulheres de A a Z

Lista traz canções de Nação Zumbi, Chico Buarque, Barão Vermelho, Tom Jobim, entre outros

Anna Júlia (Los Hermanos)
A musa da música foi a então estudante de jornalismo da PUC do Rio de Janeiro Anna Júlia werneck. A letra foi escrita por Marcelo Camelo, mas quem era apaixonado pela garota era o produtor da banda.

Bete Balanço (Barão Vermelho)
A canção faz parte da trilha sonora do filme homônimo de 1984 e foi encomendada. A dupla Cazuza/Frejat fez a música inspirada na personagem de Débora Bloch, uma jovem que vai para o Rio de Janeiro para tentar seguir a carreira de cantora.

Beatriz (valsa, 1983) – Chico Buarque e Edu Lobo
Inspirado em uma história real passada na Áustria do século XIX, o escritor alagoano Jorge de Lima (1893-1953) criou, em 1938, o poema épico e surrealista “O Grande Circo Místico”. Transformado em balé, o espetáculo ganhou trilha musical de Chico Buarque e Edu Lobo no ano de 1983, quando a dupla compôs a belíssima “Beatriz”. Interpretada por Milton Nascimento, a valsa faz uma elegia para a personagem que dá nome à canção e, com igual sensibilidade nos versos e acordes, cria uma imagem fluida e apaixonante. “Olha, será que ela é moça? Será que ela é triste? Será que é o contrário…?”. A música ganhou regravações de Tom Jobim, Ana Carolina e do próprio Chico.

Carolina (Seu Jorge)
Depois de receber um não ao pedir uma menina em namoro, Seu Jorge compôs a música para que todas as outras Carolinas o admirassem. Em entrevista ao projeto Natura Musical, o cantor disse

Carolina (samba, 1967) – Chico Buarque
Foi com uma tremenda má vontade que Chico Buarque criou um dos sambas mais bonitos de sua extensa coleção de obras-primas. Em 1967, o tímido rapaz gravou o piloto de um programa que apresentaria na rede Globo, ao lado da atriz e cantora Norma Bengell. Essa primeira experiência foi suficiente para Chico desistir de dar prosseguimento à ideia. A emissora o ameaçou com a cobrança de uma multa, mas a solução encontrada foi o compositor criar um samba para o II Festival Internacional da Canção, promovido pelo canal. Defendida por Cynara e Cybele, do Quarteto em Cy, a música tirou o terceiro lugar, com seus versos arrastados e melodia dolente sobre uma mulher que viu o tempo passar na janela. Nara Leão e Elizeth Cardoso também a regravaram.

Dora (Dorival Caymmi)
O músico baiano estava no Recife quando fez a música. Ele viu passar um cordão de carnaval, apesar de ainda não ser época da folia de Momo. a banda tocava um frevo rasgado e, de repente, Dorival observou uma mulata. Para ele, ela não era real, era divina. Na mesma noite, ele fez a música quase toda.

Eva (Rádio Táxi)
A música que fala de um futuro apocalíptico foi uma imposição da gravadora da Rádio Táxi, que não via um hit no segundo LP da banda. Eva era uma das canções mais executadas na Itália e não foi gravada com muita empolgação pelos músicos, mas o público começou a pedi-la nos shows.

Flora (Gilberto Gil)
Gil fez a música para sua atual esposa, Flora. Desde a época da composição, no início do anos 1980, ela já era a musa do cantor.

Gabriela (Tom Jobim)
O poetinha se inspirou na obra de Jorge Amado para compor Gabriela. O livro ganhou várias adaptações e recentemente uma delas foi exibida na Rede Globo.

Modinha para Gabriela (modinha, 1975) – Dorival Caymmi
Títulos não alcançam perfumes. O que se é não se altera, permanece súbito e intransponível. Assim nasceu Gabriela, assim cresceu Gabriela, alheia aos cartazes do mundo. Modinha de 1975, composta para novela da Rede Globo, a música traz em tom debochado e irreverente o esplendor da personagem. Cantada por Gal Costa e interpretada por Sônia Braga, tornou-se atemporal. Tanto é verdade que na regravação da novela feita em 2012 com Juliana Paes no papel principal teve o seu sucesso colocado à prova e renovado. Como de costume, Dorival Caymmi realiza um retrato fidedigno e lírico do ambiente baiano no qual se criou, iluminando belezas, sensualidades e as liberdades.

Hilda Regina (Bruno Batista)
Em entrevista, Bruno Batista disse ter se inspirado em uma amiga. No entanto, a garota não é trambiqueira e muambeira, como a personagem da música.

Iracema (Adoniran Barbosa)
A letra foi inspirada em uma mulher atropelada pelo “progressio”. Adoniran se inspirou em uma notícia de um jornal e narra a morte de Iracema. A música é um protesto do compositor contra o fato de a cidade grande engolir o ser humano.

Janaína (Biquini Cavadão)
Bruno Gouveia se inspirou em uma moça que trabalha há anos na casa de sua família e na verdade não se chama Janaína. Um dia depois de tocar no subúrbio de Nova Iguaçu, onde morava a garota, Bruno ficou impressionado com a distância e perguntou como ela fazia para chegar cedo todos os dias. Com um sorriso no rosto, a musa contou a história.

Mais

WAll-E – Reflexões sociológicas profundas

Um filme aparentemente infantil. Porém com reflexões profundas sobre alienação, estrutura de revoluçōes civis, tragédia ambiental. Além de ser um romance meigo demais ^^ Romance esse que fala muito sobre propósito, sentido na vida (diretriz)

Segue abaixo o link para assistir na plataforma Disney+. Caso desejem alternativa a assinatura da plataforma. Deixe nos comentários que posto assim que possível.

Sinopse: Após entulhar a Terra de lixo e poluir a atmosfera com gases tóxicos, a humanidade deixou o planeta e passou a viver em uma gigantesca nave. O plano era que o retiro durasse alguns poucos anos, com robôs sendo deixados para limpar o planeta. WALL-E é o último destes robôs, e sua vida consiste em compactar o lixo existente no planeta. Até que um dia surge repentinamente uma nave, que traz um novo e moderno robô: Eva. A princípio curioso, WALL-E se apaixona e resolve segui-la por toda a galáxia.

Disponível no Disney+. https://www.disneyplus.com/movies/wall-e/5G1wpZC2Lb6I?sharesource=Android